Cantrelle X Colearning: um oportunidade no meio da tempestade

2020 tem sido um ano fora do comum para todo mundo e eu não vou fazer mais um post aqui na internet explanando sobre algo que estamos vivendo coletivamente. Não é meu perfil servir mais do mesmo (ou quase).


Eu usei desse ano para crescer. Em abril, decidi jogar fora todas as metas que eu tinha desenhado em janeiro - quando a coisa ainda parecia promissora - e decidi somente uma coisa: aprender e experimentar.


Foi dentro desse princípio, inclusive que nasceu a coleção LOTUS, onde fiz várias experimentações e me voltei ao básico e simples, pois senti que o momento pedia mais emoção e diálogo do que criações mirabolantes.


Também cai de paraquedas em um projeto paralelo lindo que estão criando aqui em Santa Catarina (alô Strive) e esse foi meu ponto de virada aqui na Cantrelle.



Sim, um emprego em algo que não diz respeito ao meu negócio.


Não entenda mal, eu ainda vou continuar com tudo isso aqui, mas foi um desses rolês que você olha e pensa "por que não?"

E assim foi meu início num universo que eu tinha preconceito e repulsa: o da inovação.

Preconceito por ser - ainda - dominado por engenheiros e homens, com linguajar difícil e majoritariamente inglês (não que eu não entenda, só tenho um pouco de preguiça de falar

call ao invés de ligação).


Dobrei a língua.


Em um mês dentro do projeto, recebi e absorvi tanta informação, conheci pessoas sensacionais (a maioria mulher!) e estava sempre me perguntando como eu poderia estar convertendo os aprendizados do dia para o meu negócio.


Também recebi muitos formulários para cursos online e, num desses formulários, um me chamou a atenção: a inscrição para o processo seletivo de uma incubadora, o CoLearning da Satc, na minha cidade - e do lado de casa!



Bom demais? Sim, pois o receio veio quando vi que todas as empresas já incubadas eram aquele perfil dominante: masculino e engenheiro.


Fui mesmo assim, pois sou metida mesmo e, óbvio que você já adivinhou o final: fui selecionada.


Daqui para a frente é uma incógnita como as coisas irão discorrer, o frio na barriga está intenso e as inquietações são muitas: vai dar certo? Conseguirei tocar todos os projetos? Vou me arrepender?


As respostas eu deixo para a Flávia do futuro. A única certeza é: alguém, além de mim, acredita no meu projeto e vai apostar nele tanto quanto eu e isso é inestimável.


Só tenho certeza que quero aproveitar e aprender ainda mais e, como diz a personagem da coletânea que estou viciada, Anne Shirley:

"por experiência própria, quase sempre você pode desfrutar das coisas se decidir com firmeza que o fará."

Beijos de luz.